sábado, 27 de fevereiro de 2016

Tubarões Voadores - As veias abertas da juventude

Tubarões Voadores - As veias abertas da juventude
Tubarões Voadores - As veias abertas da juventude - Traseira

Tubarões Voadores foi o segundo álbum do compositor brasileiro Arrigo Barnabé. Arrigo Barnabé havia conhecido o futuro amigo Luiz Gê na USP, na década 1970. Anos depois, Gê fez a arte da capa de Clara Crocodilo, além de ser o autor da história em quadrinhos musicada pelo compositor na canção "Tubarões Voadores". O disco tem dez temas bastante experimentais em aspectos musicais, dando o clima exato à história criada por Gê, com passagens de morte, suicídio, violência e críticas à classe média da época. O álbum teve formação instrumental bastante extensa, com naipes de metais, cordas e coros.[1

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tubar%C3%B5es_Voadores 

Tubarão - Perdidos No Deserto

Tubarão - Perdidos No Deserto - Capa
Tubarão - Perdidos No Deserto - Capa Trazeira


O grupo Tubarão, quem vem lá de Santa Catarina. O nome tem a ver com a cidade de origem de alguns dos integrantes.  o grupo gravou uns três discos, sendo este o último. segundo eles mesmo, “Perdidos no deserto” foi o trabalho mais comercial, feito de encomenda para as FMs.  O disco é composto pelas músicas:

certo e errado
sem respostas
a tribo
pra saber quem eu sou
você não diz nada
tudo na vida é um sonho
todos por mim
vou conquistar o seu coração
vida comum
corações a mil

Tubarão

Tubarão - Frente
Tubarão - Verso

Tubarão, grupo catarinense de new wave retro que participou de coletânea de pop rock nos anos 80 e chegou a lançar 2 LPs. A banda antes de tubarão chamava-se Ratones. Mudo de nome em homenagem a cidade Natal Tubarões.


Formação :

Guido (Vocal)
Juca (Guitarra Solo)
Ida (Guitarra Base)
Beto (Bateria)

Fonte: http://paineldorockbrasil80.blogspot.com.br/2012/05/tubarao.html 

Tropclip

Tropclip
Tropclip - Trazeira

Artista: Vários
Título: Tropclip
Ano: 1985
Gravadora: Philips
Formato: LP/12 Polegadas
No Série: 824702-1

Lado A
01 – Tudo é Fundamento – Pó de Guaraná 
02 – Suspenso no Ar – Willie
03 – Eu Queria Ter Uma Bomba – Barão Vermelho
04 – Sábado à Noite – Marisa Monte
05 – Super Flipper – Herman Torres
06 – Promessa de Verão – José Renato

Lado B
01 – Dançando na Contra-Mão – Malabaristas
02 – Tempos Difíceis – Celso Blues Boy 
03 – Eva – Robson Jorge e Lincoln Olivetti
04 – Último Vagão – Fred Nascimento
05 – Fumaça – Roupa Nova 

Tora Tora tora - Esquadrilha da Fumaça

Tora Tora tora - Esquadrilha da Fumaça
Tora Tora tora - Esquadrilha da Fumaça - Trazeira

A Dupla paulistana Lu Gomes(Artista gráfico, roteirista e ex discotecário) e Roberto Navarro (Jornalista e produtor de TV) Se Juntou para fazer Tecno-Pop-Humor, no ínicio da década de 80. O produtor não podia ser melhor, pois a Esquadrilha da Fumaça consegue, com suas gravações caseiras, um dos melhores Rock-Humor do país.

Formação
Lu Gomes (Vocal, guitarra, teclado, e bateria eletrônica)

Roberto Navarro (Voca, Baixo, Guitarra, teclados e bateria eltrônica)
Participações
Regina Rheda, Jean Trad, Palhinha, Elmo Reis,Théo Godinho, , Márcio Bavarelli, Humberto Cortez, Charleson, Sérgio Kera e Caio Flávio.

Fonte: http://paineldorockbrasil80.blogspot.com.br/2012/05/esquadrilha-da-fumaca.html 

Tonton–macoute - demos

Tonton - macoute demos
Tonton - macoute demos - Trazeira

Brasília tem dessas coisas.

De vez em quando surge uma banda em que todo mundo aposta. É ouvida, comentada, os shows são legais e elogiados. Mas, por alguma tramóia do destino, acaba não dando certo. Os anos 80 produziram pelo menos duas clássicas na capital: o Escola de Escândalos e o Tonton Macoute. 

A história da primeira é bem conhecida por quem acompanha o rock candango. Só pra dar uma situada básica, vale dizer que em 1987 o grupo assinou com a EMI e gravou uma demo produzida pelo plebeu Philippe Seabra. Mas, por motivos diversos, nunca conseguiram lançar o esperado disco de estréia. E o grupo acabou antes do fim da década.

O Tonton Macoute é o outro da safra. O nome foi roubado da polícia repressora do Haiti, no governo Papa Doc, e significa bicho papão, em francês. A formação inicial tinha o vocalista/letrista Cau, a tecladista/backin´ vocal Cláudia, o trompetista Flama e o baixista Maurício. Cadê a guitarra? Não tinha. O quarteto era completado por uma (hoje) arcaica bateria eletrônica. 

Drum’n’bass nos anos 80? Hein?

A primeira demo mostrava que, em épocas de Legião, Capital e Plebe no auge, tinha gente na cidade disposta a fazer música diferente. Completamente diferente. O som eletrônico tinha vocais em português, inglês e alemão, muito mais recitados do que cantados, teclados inspirados por grupos como Ranaissance, baixo preciso e o incrível trompete. Isso tudo fazia da banda a única do gênero. Aliás, que gênero? Não dava pra classificar.

E muito antes do Rotomusic de Liquidificapum, o 1º disco do Pato Fu, as programações da bateria Roland do Tonton já chamavam a atenção. Animais, uma das primeiras composições, era praticamente um drum´n´bass. E A Pele era algo como um acid jazz. Isso em 1986.

A fita demo do grupo foi parar nas mãos da Fluminense FM, uma conhecida rádio de vanguarda do Rio. Pra vocês terem uma idéia, foi a mesma rádio que tocou Legião Urbana antes de todo mundo. As músicas Electric Light e A Pele ficaram, respectivamente, em 1º e 2º lugar durante um bom tempo.

Quando a banda começava a decolar, o trompetista Flama decidiu tentar vôos maiores. Saiu pra tocar em uma orquestra no Rio de Janeiro. E logo depois o baixista Maurício saiu também. 

Tempo de reformulações

Entra Sérgio Couto, percussionista do Obina Shock, histórico grupo de Brasília que estourou nacionalmente com a música Vida. Abre parênteses. A estréia do Obina em vinil, com músicas em português, francês, inglês e dialetos africanos, influenciou diretamente os Paralamas a compor o disco “Selvagem?”. Fecha parênteses. Entra também o baixista Dedé, egresso da banda Fama. Volta Maurício.

Com novos membros e dois baixistas, um tocando eventual guitarra, o agora quinteto buscou um caminho um pouco mais pop. Mas isso não significou perda de qualidade. Mesmo sem Flama, o som continuava original. A segunda demo, com músicas como A Bruxinha e Mr. DeJohnette, uma homenagem ao baterista de jazz Jack DeJohnette, era tão boa quanto a primeira.

Mas o tempo foi passando e as expectativas de gravação de um disco foram por água abaixo quando Collor assumiu a presidência e cortou as verbas da cultura. Um tempo de trevas para os artistas brasileiros. E os primeiros que dançaram foram os que não se enquadravam no duvidoso gosto do ex-presidente.

Sem perspectivas, o grupo acabou. Cláudia e Sérgio Couto casaram-se e foram pra Varsóvia. Cau se mandou pro Rio. E assim terminou uma das mais criativas e originais bandas da história da cidade, avançada pra época e até hoje atual. Duvida? Ouça o mp3 de Electric Light logo ali no início da matéria, ou busque outras músicas deles no Banco de Cultura, e tire suas próprias conclusões.

Fonte: http://www.overmundo.com.br/overblog/tonton-macoute-o-bicho-papao-do-rock-de-brasilia 

Tokyo - O outro lado

Tokyo - O outro lado - Cap
Tokyo - O outro lado - Capa trazeira

TOKYO

Bidi (guitarra), Andrés (baixo), Marcelo Z (sintetizadores), Rocco (bateria) e Supla 17 anos. "Ninguém aqui precisa trabalhar para ganhar a vida". Mas a seriedade com que encaram o trabalho da banda é evidente. Andrés diz que essa é até uma obrigação moral: "Eu acharia ruim se a gente, tendo a possibilidade de dedicação total, não fizesse um negócio esforçado". No início de 85 partiram para os primeiros shows. No segundo, foram "descobertos" pelo pessoal da Sigla/Som Livre e acertaram a gravação de um compacto. O problema é que a música escolhida para estourar, "Mão Direita", foi censurada, por falar de masturbação sem disfarces. Como essa, todas as letras são diretas e simples, falando de amor, dos pais, "da nossa realidade", enfim. "Se as pessoas não se identificam, paciência", diz Bidi, que as escreve com Supla. A contragosto e sob protestos, definem seu som como tecnopunk, o que se explica pelas influências punk de Bidi, Rocco e Supla, somadas às predileções tecnopop de Marcelo e Andrés. Mas, segundo eles, tudo é rock. No disco, entretanto, ressalvando-se o arranjo criativo de "Humanos" e as surpresas (falo delas daqui apouco), não há o elemento vitalidade, sempre embutido no conceito de rock... O episódio da música censurada freou um pouco a rápida ascensão da banda. Depois de barbarizar no show em uma festa da CBS, mudaram de gravadora: assinaram contrato no dia seguinte. Mas, quando mostraram sua música em fita, o pessoal da CBS estranhou: "Como é que a baianinha de sei lá onde vai gostar de ´Garota de Berlim?´, mas a gente disse - o grupo é assim, a gente vai tocar assim". Deu certo. Não só a música foi incluída no LP como contou com a participação de Nina Hagen, que estava no Brasil (ela acabou caidinha pelo Supla). No capítulo das participações especiais, aliás, eles foram bastante ecléticos. Se num lado do disco você tem a Nina Hagen engrolando umas frases em português, do outro a voz de Cauby Peixoto treme com a de Supla em "Romântica". Essas canjas inusitadas renderam mais publicidade, mantendo o Tokyo em evidência. Toda a onda em torno da banda e da figura de Supla fez com que, após o lançamento do disco, a crítica cobrasse essa notoriedade precoce, de uma maneira, digamos, pouco benevolente. Mas o Tokyo apara os golpes e, longe de recusar a fama, quer se utilizar dela. Supla, com a habitual franqueza: "Agora que me inventaram não tem jeito - daqui para a frente depende muito da minha criatividade. Me deram a bola, muito obrigado..." O disco vende bem (dizem eles), toca no rádio, tem uma faixa incluída na trilha do filme Rock Estrela. "Humanos" virou um bom videoclip, gravado na penitenciária de São Paulo. Ou seja, a bola continua em jogo. "O Tokyo não quer ser miss...", veio para ficar. Rocco, aflito, quer dizer mais uma coisa: "Com licença, a gente precisa ensaiar".

Fonte: http://paineldorockbrasil80.blogspot.com.br/2009/02/tokyo.html 

Tokyo - Humanos

Tokyo - Humanos - Capa
Tokyo - Humanos - Capa Trazeira

TOKYO

Bidi (guitarra), Andrés (baixo), Marcelo Z (sintetizadores), Rocco (bateria) e Supla 17 anos. "Ninguém aqui precisa trabalhar para ganhar a vida". Mas a seriedade com que encaram o trabalho da banda é evidente. Andrés diz que essa é até uma obrigação moral: "Eu acharia ruim se a gente, tendo a possibilidade de dedicação total, não fizesse um negócio esforçado". No início de 85 partiram para os primeiros shows. No segundo, foram "descobertos" pelo pessoal da Sigla/Som Livre e acertaram a gravação de um compacto. O problema é que a música escolhida para estourar, "Mão Direita", foi censurada, por falar de masturbação sem disfarces. Como essa, todas as letras são diretas e simples, falando de amor, dos pais, "da nossa realidade", enfim. "Se as pessoas não se identificam, paciência", diz Bidi, que as escreve com Supla. A contragosto e sob protestos, definem seu som como tecnopunk, o que se explica pelas influências punk de Bidi, Rocco e Supla, somadas às predileções tecnopop de Marcelo e Andrés. Mas, segundo eles, tudo é rock. No disco, entretanto, ressalvando-se o arranjo criativo de "Humanos" e as surpresas (falo delas daqui apouco), não há o elemento vitalidade, sempre embutido no conceito de rock... O episódio da música censurada freou um pouco a rápida ascensão da banda. Depois de barbarizar no show em uma festa da CBS, mudaram de gravadora: assinaram contrato no dia seguinte. Mas, quando mostraram sua música em fita, o pessoal da CBS estranhou: "Como é que a baianinha de sei lá onde vai gostar de ´Garota de Berlim?´, mas a gente disse - o grupo é assim, a gente vai tocar assim". Deu certo. Não só a música foi incluída no LP como contou com a participação de Nina Hagen, que estava no Brasil (ela acabou caidinha pelo Supla). No capítulo das participações especiais, aliás, eles foram bastante ecléticos. Se num lado do disco você tem a Nina Hagen engrolando umas frases em português, do outro a voz de Cauby Peixoto treme com a de Supla em "Romântica". Essas canjas inusitadas renderam mais publicidade, mantendo o Tokyo em evidência. Toda a onda em torno da banda e da figura de Supla fez com que, após o lançamento do disco, a crítica cobrasse essa notoriedade precoce, de uma maneira, digamos, pouco benevolente. Mas o Tokyo apara os golpes e, longe de recusar a fama, quer se utilizar dela. Supla, com a habitual franqueza: "Agora que me inventaram não tem jeito - daqui para a frente depende muito da minha criatividade. Me deram a bola, muito obrigado..." O disco vende bem (dizem eles), toca no rádio, tem uma faixa incluída na trilha do filme Rock Estrela. "Humanos" virou um bom videoclip, gravado na penitenciária de São Paulo. Ou seja, a bola continua em jogo. "O Tokyo não quer ser miss...", veio para ficar. Rocco, aflito, quer dizer mais uma coisa: "Com licença, a gente precisa ensaiar".

Fonte: http://paineldorockbrasil80.blogspot.com.br/2009/02/tokyo.html 

TNT (02)

TNT - 02  - Frente
TNT - 02  - Verso

TNT




Informação escassa mais tesão generalizado: esta é a fórmula do rock portoalegrense. TNT é um caso típico. Nunca ouviram - mesmo - Cramps, Meteors ou coisas do gênero. Detestam Stray Cats e fazem o mais entusiasmado rock (´abillv and roll) que já deu as caras neste hemisfério. Imagine-os de preto, jaqueta de couro e loucos da vida. Rockers legítimos, ouvidos colados em eletrolas tocando Chuck Berry, às vezes apenas em versões dos Beatles e Stones, e até acompanhados pelos gêmeos Who e Jam. A agressividade mod não poderia, claro, estar ausente nestes teenagers.
"Pra tocar esse tipo de som é preciso ter ainda uma certa inocência", saca Charles Master, baixista e vocalista. A média etária do grupo é 18 anos. Mas não deixe seus rostos imberbes enganá-lo. Eles são cachorros loucos pulando no palco, exigindo o máximo de seus amplificadores de válvula. Você sabe, no tempo em que se tocava rock´n´roll não existia transistor, e a amplificação à válvula, além de tudo, fornece distorção natural. E estoura mais cedo. Mas isto é sinônimo de TNT.
A formação não é a mesma de "Entra Nessa" e "Estou na Mão" (do LP Rock Grande do Sul), composições do tempo em que Charlie e Flávio Basso (ex-guitarrista) tinham dez anos. Há dois novos guitarristas, Luis Henrique (ex-Prisão de Ventre) e Márcio Petralha (baixista na primeira formação da banda), ao lado de Charlie e do baterista Felipe Jotz. Os guitarristas anteriores montaram, com mais um baterista, o trio Cascaveletes - já na mira do novo selo da gravadora RCA. Plug, que se prepara para lançar os primeiros LPs de TNT e De Falia. Fumaça no ar.

Fonte: http://paineldorockbrasil80.blogspot.com.br/2009/02/t-n-t.html 

TNT (01)

TNT - 01  - Frente

TNT - 01  - Verso

Terreno Baldio - 1977 - Além das Lendas Brasileiras

Terreno Baldio - 1977 - Alem das Lendas Brasileiras
Terreno Baldio - 1977 - Alem das Lendas Brasileiras - Trazeira




Faixas:
01. Caipora
02. Saci-Pererê
03. Passaredo
04. Primavera
05. Lobisomem
06. Curupira
07. As Amazonas
08. Iara
09. Negrinho do Pastoreio


Parafernália montada! Do outro da rua, a Igreja do Calvário, antiga tenda, oferecia o cenário propício. Confusão de câmera, gravador, cabos, bloquinhos e laptop para iniciar a entrevista exclusiva com Roberto Lazzarini e João Kurk, teclas e voz do grupo mais vanguardista do prog nacional. Numa animada troca de idéias de duas horas, eles revelaram algumas das pitorescas histórias de seus 42 anos de amizade e da trajetória do Terreno Baldio da “bélle epoque” dos anos 70 até nossa atual “belle merde”

Islanders, do hard ao progressivo

Divergindo da maioria dos grupos de baile da época que tinham em seu set músicas radiofônicas, o Islanders - formado por Rodolfo Ayres Braga e Joaquim Correa, além de Lazzarini e Kurk - se orgulhava de tocar o lado B dos discos importados que colecionavam. “No dia em que morreu o Hendrix a gente fez uma homenagem. Coitado do cara que foi lá pra dançar”, nos diz entre risos Lazarini possuidor da coleção inteira de LPs do renomado guitarman, declaradamente sua maior influência, independente de ser pianista. Kurk ressalta que importava os discos que não chegavam aqui, e ao rodar a bolacha logo procurava as músicas “mais ferradas” e que viriam a ser parte do set list dos Islanders.

Grande era a euforia entre os músicos freqüentadores de bailes como o do Círculo Militar, que esperavam pra ouvir o melhor do hard e do progressivo - tal agitação já punha o Islanders no caminho da troca de sonoridade. “Tudo foi muito rápido de 72 a 76”, Lazzarini se refere às mudanças e assimilações de um som pesado, mas já experimental de Hendrix, rumo às sendas da fusão do rock, jazz e música erudita. Outro fator que direcionou tais mudanças foi a audição do álbum Three Friends do Gentle Giant, emprestado pelo baterista de um projeto de Egídeo Conde junto de João Kurk – um rock direcionado por Free e Jeff Beck. A audição “era uma coisa diferente e me bateu muito forte. Ali eu quis me embrenhar no mundo progressivo”, recorda Kurk. Logo o guitarrista Mozart Mello e o baixista João Ascenção foram recrutados junto a banda Fush; Deu-se asas a criatividade e iniciou-se o mito do Gentle Giant brasileiro!

Preparando o Terreno

Já como Terreno Baldio, o grupo fez parte do festival do Colégio Objetivo. “Eram seis bandas. Depois da gente ninguém mais quis tocar” lembra Lazzarini; “Não queríamos fazer um som na linha do Pink Floyd, com atmosferas e sintetizadores, o lance era tocar de verdade, usar contraponto, fuga e polirritmia.” Não só o publico do colégio se impressionou com as composições terrenistas; Césare Benvenuti, empresário italiano, estava na platéia e se apressou em convidar o grupo pra gravar um disco. “Os shows eram concorridos, a galera estava a fim de algo diferenciado.” Distribuídos em três contos, a trajetória do ser vigilante e os traços do terreno baldio eram contadas: Aquelôo, Pássaro Azul e Terreno Baldio. “A gente queria fazer rock com substância, algo com começo, meio e fim”. Os capítulos dos temas desenvolvidos pela banda necessitariam de, no mínimo, dois discos, sendo o debut um recorte dos três shows; Ficaram de fora peças importantes como “Relógio de Sol”, “Velho Espelho” e “Aquelôo”, retomadas na regravação do primeiro dis- co em 94, com letras em versão inglesa, e contando com a contribuição do blueseiro André Christóvam na transcrição.

Naquela época era grande a procura de empresários e produtores por bandas que faziam rock em português, visando atender a demanda do novo mercado que surgia. Correndo atrás de um contrato, Césare esquematizou uma gravação no então novo e bem equipado estúdio Pirata, de Aurino Araújo, fazendeiro irmão de Eduardo Aráujo. “Mesmo em meio a dúvidas faltei numa prova de Resistência de Materiais na faculdade de Engenharia para participar das sessões de gravação”, conta Lazzarini que chegou a formar-se na área. O disco foi gravado dentro dos padrões setentistas: ao vivo em 4 canais e com poucos overdubs. Quem operou a mixagem foi Alan Krauss, “um gênio, um crânio”, segundo Lazarini. Na música Lou- curas de Amor, “faça-me sofrer, mais uma vez”, um aparente delay programado surge nas repetições de “uma vez”; Aparente, pois esse efeito foi produzido a partir de corte e colagem nas fi tas de rolo, manualmente. A “bolacha” saiu pelo selo Pirata Gravações Musicais e Benvenuti não pode assinar a produção por problemas contratuais (na época ele trabalhava para a Continental), quem figura no encarte é Arnaldo Sarcomani mesmo sem ter tido participação no primeiro álbum do grupo.

Muito Além das Lendas Brasileiras 

Mais uma vez Benvenuti aparece na história do grupo e os leva para gravadora a Continental em 1976. Conseguindo lançar um grupo que fizesse sucesso ele teria mais espaço dentro da empresa para trabalhar com grupos mais arrojados, de praxe, o Terreno entrou nesta última categoria. Falar da mitologia brasileira foi projeto de Lazarini que pesquisava, na época, o tema. Dentro da banda, as mudanças eram profundas. A urgência de mesclar o som progressivo com elementos da música brasileira e a saída de João Ascenção, substituído por Rodolfo Ayres Braga, eram dificuldades a ser superadas para a realização do segundo registro. Orlando Beghelli, escritor indicado pela gravadora, ajudou no desen- volvimento das letras do disco, nomeado por Kurk. O processo de gravação em 16 canais, no Vice Versa, abriu novas possibilidades de arranjos e overdubs, confundindo os rapazes, acostumados aos 4 canais. Mesmo não satisfeitos com o resultado da mixagem final, Kurk e Lazarini apreciam o disco que ainda teve participação de Nelson Gerab no violino, Fabio Gasparini no cello e Claudio Bernardes no baixo acústico.

Segundo disco na mão, e seis meses de espera pra um show de lançamento. O empresário de Belchior, Jorge Mello, se encarregou de trabalhar com o Terreno Baldio, o fato imprevisível foi o cantor - até então desconhecido - ter estourado junto de Elis Regina em “Como nossos pais”; o resultado disso foi o sumiço de Jorge e o conseqüente arquivamento do material de Além das Lendas Brasileiras. Tanto tempo parado não prejudicou o bom lançamento do disco, ocorrido no Teatro Ruth Escobar, auxiliado pelo empréstimo dos equipamentos de Eduardo Araújo. Existe um registro do espetáculo, em fita K7, guardado com Rodolfo Braga, que comprova a qualidade do mesmo. Marcante, o concerto recebeu convidados de pompa: “Puta som hein, garotos?”, reagiu Elis Regina frente ao arquitetado som. Ainda divulgando o LP, fecharam com um empresário da Traipú Produções uma série de shows com os Tarântulas, um grupo de samba e Lee Jackson, que “era um cara que fazia um rock bem chocolate”, palavras de Lazzarini. A “salada sonora” e a junção de diferentes tribos resultava num desagrado geral, mas rendeu divertidas histórias, esta uma lembrança de João Kurk: “Certa vez tocamos no Clube Alemão de Pirituba, na platéia, tinha uma moça dançando Quando as coisas ganham vida, que é uma música que não dá nem pra bater o pé, tamanha a mudança das fórmulas de compasso.

Texto de André Mainardi e Lucas Rodrigues de Campos, originalmente publicado no Jornal Coletivo sÓ.

Fonte: http://brnuggets.blogspot.com.br/2006/06/terreno-baldio-alm-das-lendas.html 

Terra Molhada – Out-door

Terra Molhada - Outdoor - Frente
Terra Molhada - Outdoor - Verso


Terra Molhada é um grupo carioca que tinha como proposta fazer covers e rock para bailes. Seguia a linha dos Fevers. Sempre tendo como grupo principal de seu repertório os Beatles. Gravou apenas um disco, o LP "Out door", lançado pela Polydor. Entre as décadas de 1980 e 1990, apresentou-se regularmente na casa de espetáculos carioca People e em shows pelo Brasil.

Formação:

Luís Paulo (guitarra e voz),
Ricardo Aguiar (teclados e voz)
Oscar Enriques (violão e voz)
Márcio Silveira (baixo e voz)
Marcelo Castilho (bateria)

Fonte: http://paineldorockbrasil80.blogspot.com.br/2014/03/terra-molhada.html 

Tempo Nublado

Tempo Nublado
Tempo Nublado - Trazeira

A banda era composta por:
Cristina na voz, 
Petrus na bateria, 
Vivinho na guitarra 
Tugo no baixo.
Fizeram vários shows importantes como o primeiro "Abril Pro Rock", no "Ver de Novo Verão" e tiveram o primeiro clipe do Norte-Nordeste a passar na MTV, numa época de pouca abertura do Sudeste para os estados fora do eixo Rio-São Paulo.

Taranatiriça–Totalmente Rock

Tatra - Frente
Tatra - vERSO

TARANATIRIÇA

Grupo de rock formado por Marcelo Perna (voz), Marcelo Trudá (guitarra), Paul Mello (baixo) e Cau Hafner (bateria) na cidade de Porto Alegre no fim da década de 1970. Fazia um rock pesado nos moldes 'hard-heavy-metal'. Iniciou a carreira no início dos anos 80, apresentando-se no circuito alternativo da noite porto-alegrense. Sua primeira gravação foi pelo selo independente gaúcho Acit, quando participou da coletânea "Rock garagem I", em 1984. No ano seguinte, pelo mesmo selo, lançou o disco "Totalmente rock".

Fonte: http://paineldorockbrasil80.blogspot.com.br/2009/02/taranatirica.html 

Taranatiriça II

taranatiriça II - Frente

taranatiriça II - Verso

Taffo - Rosa Branca

Taffo - Rosa Branca - Frente

Taffo - Rosa Branca - Verso












"Hard Rock de qualidade feito em português? Nem a pau!"

Esse deve ter sido o pensamento que deve ter acometido a cabeça de todo mundo em 1989, quando estava surgindo no cenário uma das mais novas promessas do rock nacional, lançando seu debut, que teve até música na trilha sonora da novela "O Salvador da Pátria", "Pra Dizer Adeus" (não confundir com o hit dos hoje decadentes Titãs). 

Mas apesar dessa primeira impressão, a banda quebrou a barreira da língua e fez um trabalho primoroso. O guitarrista Wander Taffo, acompanhado dos irmãos Busic (hoje no Dr. Sin) e do Tecladista Marcelo Souss (hoje meio desaparecido), formaram uma das melhores bandas de rock nacional da época. Pena que essa incrível banda acabou em 1992, indo Wander Taffo dar aula no IG&T, e hoje sendo o respeitado coordenador das aulas do instituto. 

Mas os maiores méritos de seu trabalho com certeza se encontram nessa banda. Grande talento, grande guitarrista que bebeu das melhores fontes do rock, letras fantásticas e uma sensibilidade fora do comum acompanhados do grande talento dos irmãos pecadores e de Souss fizeram surgir um grande disco e um clássico do rock nacional da primeira à última faixa. 

O disco começa com uma ótima jam instrumental, "Intro", que dá uma idéia do que os irmãos Busic fariam anos à frente no Dr. Sin, ao lado de Edu Ardanuy. Depois, é seguida pela ótima e contagiante "Olhos de Neón", com execução e letras impecáveis, provando que existe vida no hard rock nacional com letras em português. O barco segue com "Sonhos de Rock'n'Roll", uma música linda e contagiante, sendo ela e "Olhos de Neón" claramente influenciadas por bandas como Van Halen e similares. 

Após esse excelente trio inicial, temos a bela balada "Vento Sul", uma música realmente inspirada, com um solo impecável de Wander Taffo e um clima bem na medida. A seguir temos "Sem Tempo Pra Sofrer", uma música muito boa e com uma letra que critica os "dragões cegos" que comandam nosso país. Muito inspirada e, como sempre, instrumental impecável. Logo depois, temos a bela e primeira balada acústica "Um Pouco De Você", que é seguida da contagiante "Chaplin", com uma letra em homenagem ao maior gênio do cinema de todos os tempos. A próxima música, é a segunda composição em inglês do grupo, "Sweet Love" (a primeira é "Night Child", do debut), uma música bem legal e cativante. 

O que vem a seguir é uma intro de baixo de Andria, "Intuição", seguida pela belíssima "Alquimista", com uma intro de guitarra fantástica de Wander, um verdadeiro primor de letra, enfim, uma música simplesmente perfeita e emocionante! A penúltima do disco é a ótima "Me Dê Sua Mão", e mais uma vez a banda se supera com uma belíssima composição e uma ótima intro de guitarra seguida de um instrumental primoroso e uma letra belíssima. O disco acaba com a segunda balada acústica da banda, a faixa título "Rosa Branca", linda composição, melhor até do que "Um Pouco de Você", que também é ótima, fechando o disco com chave de ouro! 

Realmente é uma pena que essa excelente banda tenha acabado. Temos o Dr. Sin que ainda está na estrada e tem muito a nos oferecer, mas fica na lembrança o trabalho de Wander Taffo. Para quem se considera fã do bom rock'n'roll bem tocado, sem modismos e de qualidade, este disco é altamente recomendado! 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Syndicatto

Syndicato - frente
Syndicato - Verso




Grupo surgido na década de 80 que fez bastante sucesso com a música "Perigosa". Fez parte da trilha sonora da Novela Cambalacho (Rede Globo) de 1986. Lançou um LP pela CBS-OPUS-COLUMBIA. Pouco se sabe por onde anda os componentes desse que foi mais um grupo que perdeu-se com o tempo na década de 80

Formação:

Elias: Voz
Isidoro: Guitarras e Vocal
Luiz Antônio: Teclados e Vocal
Ricardo Manzo: Baixo e Vocal
Élcio Cáfaro: Bateria

Fonte: http://paineldorockbrasil80.blogspot.com.br/2013/12/syndicatto.html 

Stigma–flor selvagem

Stigma - for selvagem

Stigma - for selvagem - Trazeira